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Pesquisa traça o perfil da Enfermagem no Brasil

marca_pesquisaDe acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a área de saúde compõe-se de um contingente de 3,5 milhões de trabalhadores, dos quais cerca 50% atuam na Enfermagem. A pesquisa sobre o Perfil da Enfermagem, realizada em aproximadamente 50% dos municípios brasileiros e em todos os 27 estados da Federação, inclui desde profissionais no começo da carreira (Auxiliares e Técnicos, que iniciam com 18 anos; e Enfermeiros, com 22) até os aposentados (pessoas de até 80 anos).

 

No quesito mercado de trabalho a pesquisa apurou que 59,3% das equipes de Enfermagem encontram-se no setor público; 31,8% no privado; 14,6% no filantrópico e 8,2% nas atividades de ensino.A pesquisa foi encomendada pelo Cofen para determinar a realidade dos profissionais e subsidiar a construção de políticas públicas.

 

Renda mensal
Considerando a renda mensal de todos os empregos e atividades que a equipe de Enfermagem exerce, constata-se que 1,8% de profissionais na equipe (em torno de 27 mil pessoas) recebem menos de um salário-mínimo por mês. A pesquisa encontra um elevado percentual de pessoas (16,8%) que declararam ter renda total mensal de até R$ 1.000. Dos profissionais da Enfermagem, a maioria (63%) tem apenas uma atividade/trabalho.

 

Os quatro grandes setores de empregabilidade da Enfermagem (público, privado, filantrópico e ensino) apresentam subsalários. O privado (21,4%) e o filantrópico (21,5%) são os que mais praticam salários com valores de até R$ 1.000. Em ambos, os vencimentos de mais da metade do contingente lá empregado não passa de R$ 2.000.

 

Masculinização
A equipe de Enfermagem é predominantemente feminina, sendo composta por 84,6% de mulheres. É importante ressaltar, no entanto, que mesmo tratando-se de uma categoria feminina, registra-se a presença de 15% dos homens.

 

Profissionais qualificados
O desejo de se qualificar é um anseio do profissional de Enfermagem. Os trabalhadores de nível médio (Técnicos e Auxiliares) apresentam escolaridade acima da exigida para o desempenho de suas atribuições, com 23,8% reportando nível superior incompleto e 11,7% tendo concluído curso de graduação. O programa Proficiência e outras iniciativas de aprimoramento promovidas pelo Sistema Cofen/Conselhos Regionais revelaram ampla penetração, alcançando 94,5% dos Enfermeiros e 98% dos profissionais de nível médio (Técnicos e Auxiliares) que relatam participação em atividades de aprimoramento.

 

Desemprego aberto
Dificuldade de encontrar emprego foi relatada por 65,9% dos profissionais de Enfermagem. A área já apresenta situação de desemprego aberto, com 10,1% dos profissionais entrevistados relatando situações de desemprego nos últimos 12 meses.


Concentração geográfica

Mais da metade dos Enfermeiros (53,9%), Técnicos e Auxiliares de Enfermagem (56,1%) se concentra na Região Sudeste. Proporcionalmente à população, que representa 28,4% dos brasileiros segundo o IBGE, a Região Nordeste apresenta a menor concentração de profissionais, com 17,2% das equipes de Enfermagem.

Fonte: Coren-MG

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