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“CIRCO, PÃO E ÁGUA”

image14No próximo domingo, manifestaremos nossa indignação com o caos da economia e o desemprego, distribuindo simbolicamente à população pão e água, na Praça Sete, em Belo Horizonte, às 10h. O próximo 1º de maio, “Dia do Trabalhador”, será reverenciado em praças públicas pelos movimentos organizados logo após a divulgação do maior índice de desemprego em nosso País nos últimos 24 anos. Nos últimos 12 meses, acumulamos uma perda de 1.853.076 de postos de trabalho com carteira.
As informações são do próprio Ministério do Trabalho e Emprego, através do Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged). Apenas em março, o Brasil perdeu 118.776 vagas com carteira assinada em março. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirma a tragédia, em sua Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), identificando no Brasil 10,4 milhões de desempregados no trimestre de dezembro de 2015 até fevereiro de 2016.
Os números do Caged mostram também quais são os mais atingidos. Enquanto as demissões cortaram, em março, 41.978 cabeças no comércio, 24.856 na indústria de transformação, outros 24.184 mil na construção civil, o número de empregos aumentou 4.335 na administração pública.   Sinal do nenhum esforço do Governo Federal em conter o déficit público e o verdadeiro tsunami contra os empregos em setores estratégicos, ou atividades de infraestrutura. A corrupção é o pivô do efeito dominó que derrubou milhares de empresas, que passaram a não receber serviços e investimentos realizados no setor público e, de tabela, a não honrar seus compromissos financeiros, descarregando demissões em massa nas costas dos trabalhadores.

Já debilitada pelo escândalo das propinas no mensalão, a economia sofreu outro baque gigantesco com a monstruosa roubalheira que sangrou profundamente a Petrobrás, fazendo a outrora empresa vitrine do Governo Brasileiro despencar em 95% o seu valor de mercado. Enquanto a ladroagem provocava hemorragia profunda, não havia Governante, Direção da estatal que visse alguma coisa. Ninguém sabia de nada, desde Lula. Mesmo com a fraqueza se apresentando para honrar compromissos, o corpo administrativo, nada fez contra os carrapatos que não deram tempo de uma mínima recuperação, até porque a direção também estava com os caninos espetados no pescoço da empresa. Ao contrário sugaram ferozmente, como se todos os mecanismos institucionais fossem ficar cegos como os administradores e governantes comprometidos.

Grandes empreiteiras envolvidas foram arroladas nas investigações e praticamente pararam suas atividades com seus executivos presos. As empresas, que viviam como satélites das empreiteiras passaram a não receber e o efeito dominó de quebradeira deu nisto que assistimos de crise econômica profunda, demissões em massa, empresas fechando, comércio indo à bancarrota.
Toda esta lama acontecia ao mesmo tempo em que a população brasileira mais pobre (que seria tirada da pobreza) recebia suas bolsas de bondades do Governo, mesmo este não tendo mais de onde tirar dinheiro, com o Produto Interno Bruto indo de ponta cabeça. O expediente de buscar dinheiro em bancos para arcar com os programas assistencialistas eleitorais, sem mesmo passar por autorização do Congresso Nacional, levou ao impeachment, que irá apenas colocar o freio na irresponsabilidade fiscal, exigindo-se que as demais investigações sobre a roubalheira desenfreada, punindo os “gestores” que saquearam e quebraram o País. Na tentativa de se defender, maculando o processo de impeachment de golpe, os governistas tentam criar um clima de que todas as benesses do assistencialismo serão cortadas ou que direitos sociais e trabalhistas estariam ameaçados.
De nossa parte, que representamos os trabalhadores só podemos dizer que não apoiaremos nenhum governo que ameace direitos sociais e trabalhistas conquistados, a começar da CLT. Não poderíamos assistir a ladroagem falsificar um assistencialismo que mantém miseráveis na miséria, sem condição de trabalho, apenas esperando bolsa isto ou bolsa aquilo, sem oportunidade de formação profissional, quebrando as empresas, afundando a economia. Não podemos ficar impassíveis com tanta corrupção e larápios se refestelando com as riquezas de roubos institucionais, enquanto a população.

Rogério Fernandes – Presidente da Feessemg

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